Na Quarta-feira de Cinzas, 5 de março, às 15h, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, presidirá, na Catedral da Sé, a Missa com o rito de imposição das cinzas, celebração que marca o início da Quaresma, tempo litúrgico de preparação para a Páscoa.
Nessa ocasião, será aberta a Campanha da Fraternidade 2025 e, por isso, às 14h, também na Catedral da Sé, acontecerá uma entrevista coletiva de apresentação da temática deste ano – “Fraternidade e Ecologia Integral” – com a presença de:
– Cardeal Odilo Pedro Scherer;
– Dom Rogério Augusto das Neves, Bispo Auxiliar de São Paulo e referencial para a Campanha da Fraternidade na Arquidiocese;
Baixe o material
- Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2025
- Mensagem do Papa Francisco para a Campanha da Fraternidade 2025
- Artigo de Dom Odilo – Quaresma: tempo de preparar a Páscoa
- Especial Laudato si’ – Por uma Ecologia Integral
- CNBB – Plano de Comunicação CF 2025
QUARESMA
O nome desse tempo litúrgico deriva da palavra latina quadragésima. A exemplo de Jesus, que se retirou no deserto por quarenta dias para orar e jejuar antes de iniciar sua vida pública, os cristãos são convidados a um “retiro e recolhimento” em vista das celebrações dos mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.
Para vivenciar com profundidade o processo de conversão quaresmal, a Igreja propõe um caminho baseado em três práticas que se desdobram em muitas outras: o jejum, a oração e a esmola (caridade), que “exprimem a conversão, em relação a si mesmo, a Deus e aos outros”.
Cinzas – A Quarta-feira das Cinzas é um dia especialmente penitencial, em que os cristãos manifestam seu desejo pessoal de conversão a Deus por meio do rito penitencial de imposição das cinzas. Durante a imposição das cinzas na cabeça do fiel, o celebrante profere uma das duas fórmulas litúrgicas retiradas da Sagrada Escritura: “Lembra-te que és pó e ao pó voltarás” (Gn 3, 19) ou “Convertei-vos e crede no Evangelho (Mc 1, 15), recordando a condição de pecadores das pessoas que vão recebê-las.
Jejum e abstinência – Tanto na Quarta-feira de Cinzas quanto na Sexta-feira da Paixão, a Igreja prescreve o jejum e a abstinência de carne como um sacrifício em memória da Paixão de Cristo, que entregou a sua carne para a salvação da humanidade. A abstinência de carne é prescrita a todos os maiores de 14 anos, enquanto o jejum, aos maiores de 18 anos até os 59 anos. As pessoas doentes ou que estão muito debilitadas não estão obrigadas a cumprirem esse preceito.
CAMPANHA DA FRATERNIDADE
A cada ano, os bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acolhendo as sugestões vindas dos regionais, dos organismos do Povo de Deus, das ordens e congregações religiosas e dos fiéis leigos e leigas, escolhem um tema e um lema para a Campanha da Fraternidade, com o objetivo de chamar a atenção sobre uma situação que, na sociedade, necessita de conversão, em vista do bem de todos.
Em 2025, motivados pelos 800 anos da composição do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis; pelos 10 anos de publicação da Carta Encíclica Laudato Si’; pela recente publicação da Exortação Apostólica Laudate Deum; pelos 10 anos de criação da Rede Eclesial PanAmazônica (REPAM) e pela realização da COP 30, em Belém (PA), a primeira na Amazônia, foi escolhido o tema: Fraternidade e Ecologia Integral e o lema: “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31).
Portanto, neste ano, a Campanha da Fraternidade aborda novamente a temática ambiental, com o objetivo de “promover, em espírito quaresmal e em tempos de urgente crise socioambiental, um processo de conversão integral, ouvindo o grito dos pobres e da Terra” (Objetivo Geral da CF 2025).
A Ecologia é a questão mais tratada pelas CF’s ao longo destes 61 anos de existência. Foram 8 as CF’s que de alguma forma abordaram essa temática:
- CF 1979, Por um mundo mais humano: Preserve o que é de todos”;
- CF 1986, Fraternidade e a Terra: Terra de Deus, terra de irmãos;
- CF 2002, Fraternidade e povos indígenas: Por uma terra sem males;
- CF 2004, Fraternidade e água: Água, fonte de vida;
- CF 2007, Fraternidade e Amazônia: vida e missão neste chão;
- CF 2011, Fraternidade e a Vida no Planeta: “A Criação geme em dores de parto” (Rm 8,22);
- CF 2016, Casa comum, nossa responsabilidade: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,17) e
- CF 2017, Fraternidade: Biomas Brasileiros e defesa da vida: “Cultivar e guardar a Criação” (Gn 2,15).
A Ecologia reaparece no conjunto das CF’s de uma forma nova, como Ecologia Integral, conceito tão caro ao Papa Francisco e que é tão importante no seu projeto de um novo humanismo integral e solidário, para o qual são bases a Amizade Social, tratada na CF 2024, a Educação, tratada na CF 2022 e no Pacto Educativo Global, o Diálogo, tratado na CF 2021 e a misericórdia ou Compaixão, tratada na CF 2020.
COLETA NACIONAL DA SOLIDARIEDADE
Como gesto concreto da CF, nas missas do próximo sábado, 12 de abril, e do Domingo de Ramos, 13 de abril, a Igreja no Brasil realiza nas comunidades e paróquias do país a Coleta Nacional da Solidariedade.
Os recursos desta arrecadação nacional permitem às dioceses, por meio de seus fundos diocesanos de solidariedade, e à CNBB, por meio do Fundo Nacional de solidariedade (FNS), apoiar em todo país inúmeras iniciativas que fortalecem a promoção e o cuidado com a vida de brasileiros, em especial, aquelas voltadas para a temática da CF deste ano.