Só no centro da capital paulista é possível visitar diversos templos que tem importância e grande significado sob os pontos de vista arquitetônico, histórico, cultural e artístico. Além disso, é claro, em cada uma dessas igrejas é possível renovar sua fé e sentir que Deus habita esta cidade imensa e tem amor pelo seu povo, como dizia a oração pelo centenário de criação da Arquidiocese de São Paulo (celebrado em 2008).
Confira a seleção de Igrejas que o Portal da Arquidiocese indica para você conhecer nas férias:
Catedral da Sé

Inaugurada em 25 de janeiro de 1954, por ocasião das comemorações do IV centenário de fundação da cidade de São Paulo. O estilo neogótico da Catedral é considerado peculiar, com seu aspecto eclético em estilos arquitetônicos. Nas colunas alçadas a 70 metros de altura, encontram-se elementos típicos da fauna e da flora brasileiras, como ramos de café, o tamanduá-bandeira, o tatu-bola, a coruja contrastando com grandes personagens do século XX, da história da Catedral e da história universal.
Na Catedral, você também pode visitar a cripta – capela subterrânea localizado localizada logo abaixo do altar principal. Inaugurada em 1919, contém 30 câmaras mortuárias destinadas a guardar os sarcófagos dos bispos e arcebispos, além de guardar os restos mortais do cacique Tibiriçá, o primeiro cidadão de Piratininga, do padre Feijó, Regente do Império, e recentemente do Cardeal Paulo Evaristo Arns, que foi “Defensor dos pobres, marginalizados” (como destacou o Papa Francisco, em carta para a Arquidiocese de São Paulo por ocasião da morte do Cardeal).
Pateo do Collegio

A cidade de São Paulo nasceu em torno do colégio de Piratininga, com a chegada da missão dos jesuítas em 1554. No local onde estava construído o colégio, hoje há uma pequena igreja dedicada a São José de Anchieta, um dos fundadores da cidade. A capela, reconstruída na década de 1980, tem uma relíquia exposta de Anchieta.
No conjunto, também é possível conhecer o Museu Anchieta – que tem um acervo “predominantemente composto de peças de arte sacra que remetem à vida social paulistana intrinsecamente ligada a religiosidade dos primórdios da cidade”, e o Café do Pateo – que serve o café pessegueiro, “produto paulista, cultivado na fazenda que dá nome a bebida na região mogiana desde 1870”.
Mosteiro de São Bento

Cenário que ficou famoso com as bênçãos dos Papa Bento XVI na sacada da faculdade, a construção da Basílica tem estilo da escola artística de Beuron, projeto de Richard Berndl – Professor da Universidade de Munique e um dos melhores arquitetos da Alemanha. A decoração interna, os afrescos e murais são de autoria e execução do monge beneditino holandês Dom Adelbert Gresnicht.
No local, é possível participar de missas com cantos gregorianos, acompanhados do som de um grande órgão de tubos.
Outra grande atração é a lojinha, com pães, bolos, doces, biscoitos e geleias feitas pelos próprios monges e cujas receitas são seculares, guardadas há muito no arquivo da abadia. A forma de preparar os quitutes só é transmitida a um outro monge para não se perder a qualidade com a massificação.
Santuário e Igreja da Ordem Terceira – Largo São Francisco

O Convento de São Francisco foi instalado ainda na vila de São Paulo, durante o período do Brasil colonial. No século XIX, o convento foi convertido em Faculdade de Direito, mas o Santuário São Francisco ainda existe e faz você viajar para um Brasil do passado, com sua arquitetura mais barroca.
Ao lado do santuário, você também pode conhecer a Igreja de São Francisco das Chagas, levantada pela Ordem Terceira de São Francisco. A igreja foi tombada como patrimônio histórico de São Paulo em 1982 e é considerada uma das mais importantes obras do século XVIII. A construção original foi feita em estilo barroco-rococó, com o projeto arquitetônico assinado por Frei Galvão. Ela foi reaberta em 2014, após 7 anos de restauro.
Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco

Como parte da história da cidade de São Paulo, a igreja é o único exemplar arquitetônico remanescente do século XVIII no núcleo urbano da capital. Foi fundada em 1787 e fica anexa ao antigo convento, onde hoje está estabelecida a Faculdade de Direito da USP. É uma igreja antiga, com muita decoração em madeira, econômica e pouco rebuscada. A atmosfera remete ao clima do século XVII e XVIII.
O seu interior encontra-se bem conservado, com vários retábulos laterais em talhas de estilo rococó. A cúpula octogonal ostenta pinturas do final do século XVIII e, em outras dependências, trabalhos do mesmo período. Abriga, ainda, na Capela de Nossa Senhora da Conceição, o antigo retábulo executado por Luiz Rodrigues Lisboa, entre os anos de 1736 e 1740.
Igreja Nossa Senhora da Consolação

Construída em 1909 a Igreja Nossa Senhora da Consolação é marcada por missas histórica e foi usada como Catedral no período em que a Sé ficou fechada para reformas – entre 1999 e 2002. Com uma torre gótica de 75 metros e um estilo totalmente neo – romântico, a paróquia tem obras de Benedito Calixto e de Oscar Pereira da Silva.
Mosteiro da Luz

Principal obra colonial de São Paulo, o Mosteiro da Luz é considerado pela Unesco “Patrimônio Cultural da Humanidade” e é um dos únicos edifícios em taipa de pilão ainda em pé no Estado de São Paulo.
Na capela pública do Mosteiro, é possível rezar diante do túmulo de Frei Galvão (primeiro santo brasileiro e desenhista do projeto do Mosteiro).
No local, também é possível pegar as pílulas milagrosas, preparadas desde a época do santo pelas Irmãs Concepcionistas.
Ainda no terreno do Mosteiro, é possível conhecer o Museu de Arte Sacra de São Paulo – mantido por uma parceria entre a Arquidiocese de São Paulo e o Governo do Estado. No acervo, estão peças importantes ligadas à vida da Igreja na cidade, como os objetos sacros usados durante o IV Congresso Eucarístico Nacional, realizado em São Paulo no ano de 1942.
Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos

Localizada no Largo do Paissandu, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos possui um histórico importante para a cidade de São Paulo, sendo a terceira comunidade mais antiga do Brasil.
Construída no período colonial, a Igreja abriu as portas e deu oportunidade aos negros para frequentar o seu espaço. Apresentando uma diversidade de detalhes nas pinturas das paredes, vestimentas e rebuscando ainda a essência de anos atrás, o ambiente busca dar apoio a quem necessita e conta até os dias atuais com o auxílio da Irmandade Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.
Igreja da Boa Morte

A Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte se formou em 1728, tendo como principal característica admitir pessoas de todas as classes sociais, sem distinção. Em 1802, adquiriu de Joaquim de Sousa Ferreira um terreno na Rua do Carmo, onde construiu a igreja, inaugurada no dia 14/8/1810.
Em 2009, um ano antes de completar 200 anos, foi reaberta após uma longa restauração. Durante o processo de restauro, foi encontrada uma pintura barroca representando a Coroação da Virgem Maria que estava escondida sob camadas de tinta cinza, em tábuas do forro de madeira sobre o altar.
Basílica Nossa Senhora do Carmo

Os Carmelitas começaram a sua fundação em São Paulo no ano de 1594, com Frei Antônio de São Paulo, que ergueu uma pequena Igreja.
Era o humilde começo do que seria em séculos posteriores a bonita Igreja do Carmo e o grande Convento da Ladeira do Carmo, na esquina da Rua do Carmo, atualmente Avenida Rangel Pestana.
Sua arquitetura filia-se a um movimento que buscava, na tradição colonial brasileira, os componentes para a sua expressão.
Igreja Santo Antônio do Patriarca

O interior da Igreja de Santo Antônio conserva importantes testemunhos da arte produzida em São Paulo no período colonial. Durante a restauração levada a cabo em 2005, descobriu-se no forro do altar-mor pinturas murais seiscentistas de alta qualidade técnica e artística, as mais antigas de que se tem notícia em São Paulo.
Também o altar principal, executado em 1780, é um belo exemplar da talha barroca. A igreja é tombada pelo poder público estadual (Condephaat) desde 1970, em virtude de sua importância histórica, artística e arquitetônica.
