São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja
3 de setembro
São Gregório Magno é um dos quatro primeiros Doutores da Igreja Ocidental, que promoveu a evangelização da Inglaterra e estabeleceu as normas fundamentais para o canto, que mais tarde receberam seu nome. Gregório, o Grande, nasceu em uma família patrícia romana abastada, por volta do ano 540. Recebeu uma sólida educação, estudando diversas disciplinas que iam do direito à Bíblia, passando pelas obras dos Padres da Igreja, em particular as de Santo Agostinho.
Quando completou 30 anos, foi nomeado prefeito de Roma, e seu trabalho era admirado por seus concidadãos e pelas autoridades imperiais. Era chamado de “o cônsul de Deus”. Após a morte de seu pai, sua mãe, Sílvia, tornou-se monja, e ele transformou seu palácio no Celio em um mosteiro, dedicado a Santo André.
A admiração que o cercava e seu testemunho de uma vida austera levaram Pelágio II a enviá-lo como seu representante ao imperador Tibério II em Constantinopla, onde permaneceu até por volta de 586. Ao retornar a Roma, após a morte de Pelágio II vítima da peste, foi eleito papa. Uma das primeiras medidas que tomou foi convocar uma procissão para implorar a Deus o fim da epidemia que estava dizimando a população.
Ele se dedicou à restauração de edifícios religiosos e fundou alguns mosteiros. Na difícil situação política e social que se vivia em Roma, com a ausência do poder bizantino e a ameaça dos lombardos, Gregório conseguiu coordenar e organizar a vida civil na cidade. Ele soube administrar o patrimônio da Igreja de Roma (Patrimonium Petri) e nomeou vários reitores de confiança, aos quais conferiu poderes administrativos e autoridade espiritual.
Era um pregador fervoroso e escreveu muitas cartas e diversas obras, entre as quais as Homilias e a Moralia in Iob (“Reflexões morais sobre o Livro de Jó”), que se difundiram rapidamente. Diante de um mundo em declínio e que parecia destinado a desaparecer, ele propôs uma autêntica vida cristã. Escreveu também os Diálogos, um texto hagiográfico, cujo livro II é dedicado a Bento de Núrsia. Foi o primeiro a utilizar a expressão Servus servorum dei, “servo dos servos de Deus”, em cartas oficiais, título que os papas continuaram a usar. Deixou também um Sacramentário e um Antifonário.
Faleceu em 604 e foi sepultado na Basílica de São Pedro. Foi imediatamente considerado um santo e deixou sua marca na vida da Igreja e na sociedade da época, como líder da cidade de Roma.
