VISITAR OS DOENTES

16/02/2016 - 08:00

Visitar os enfermos é uma das obras de misericórdia
corporal, assim como consolar os aflitos é umas das obras de
misericórdia espiritual. Ambas são inseparáveis.

            Nesse mês, exatamente no dia 11, ocorreu a XXIV Jornada
Mundial do Doente, que coincidiu com a festa de Nossa Senhora de
Lourdes, porque ali afluem milhares de enfermos de todos os países e
continentes para pedir a cura e a consolação, pela intercessão de
Nossa Senhora, que a muitos tem curado e a todos consolado. Além dos
milagres de cura corporal, ali acontecem conversões de milhares de
pecadores, a cura da alma e o consolo das aflições.


            Em sua mensagem para essa jornada, o Papa Francisco nos
convida a meditar “a narração evangélica das bodas de Caná (Jo 2,
1-11), onde Jesus realizou o primeiro milagre a pedido de sua Mãe. O
tema escolhido –Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: ‘Fazei o
que Ele vos disser’ – insere-se muito bem no âmbito do Jubileu
Extraordinário da Misericórdia”


“A doença, sobretudo se grave, põe sempre em crise a existência humana
e suscita interrogativos que nos atingem em profundidade. Por vezes, o
primeiro momento pode ser de rebelião: por que havia de acontecer
precisamente a mim? Podemos sentir-nos desesperados, pensar que tudo
está perdido, que já nada tem sentido... Nestas situações, a fé em
Deus se, por um lado, é posta à prova, por outro, revela toda a sua
força positiva; e não porque faça desaparecer a doença, a tribulação
ou os interrogativos que daí derivam, mas porque nos dá uma chave para
podermos descobrir o sentido mais profundo daquilo que estamos
vivendo; uma chave que nos ajuda a ver como a doença pode ser o
caminho para chegar a uma proximidade mais estreita com Jesus, que
caminha ao nosso lado, carregando a Cruz. E esta chave é-nos entregue
pela Mãe, Maria, perita deste caminho”.


“O banquete das bodas de Caná é um ícone da Igreja: no centro, está
Jesus misericordioso que realiza o sinal; em redor d’Ele, os
discípulos, as primícias da nova comunidade; e, perto de Jesus e dos
seus discípulos, está Maria, Mãe providente e orante. Maria participa
na alegria do povo comum, e contribui para aumenta-la; intercede junto
de seu Filho a bem dos esposos e de todos os convidados. E Jesus não
rejeitou o pedido de sua Mãe. Quanta esperança há neste acontecimento
para todos nós! Temos uma Mãe de olhar vigilante e bom, como seu
Filho; o coração materno e repleto de misericórdia, como Ele; as mãos
que desejam ajudar, como as mãos de Jesus que dividiam o pão para quem
tinha fome, que tocavam os doentes e os curavam. Isto enche-nos de
confiança, fazendo-nos abrir à graça e à misericórdia de Cristo. A
intercessão de Maria faz-nos experimentar a consolação, pela qual o
apóstolo Paulo bendiz a Deus ‘o Pai das misericórdias e o Deus de toda
consolação! Ele nos consola em toda a nossa tribulação, para que
também nós possamos consolar aqueles que estão em qualquer tribulação,
mediante a consolação que nós mesmos recebemos de Deus’ (2 Cor  1,
3-5). Maria é a Mãe ‘consolada’, que consola os seus filhos”.

 Dom Fernando Arêas Rifan*
*Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney

http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

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