Foto e Brasão

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Dom Devair Araújo da Fonseca

Bispo Auxiliar de São Paulo - Titular de Uzali
Vigário Episcopal da Região Brasilândia

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Brasão

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Brasão e Lema

Brasão Dom Devair de Araújo Fonseca

Lema
ELECTI ET SANCTI IN CHRISTO

DESCRIÇÃO HERÁLDICA

Escudo eclesiástico, partido: primeiro de blau com uma estrela de sete raios, de argente, em chefe, e segundo de jalde com uma flor-de-lis, de sinople, em chefe. Brocante a divisão do escudo, em contra-chefe, um trimonte de argente partido de sinople. Centra o escudo, sobre um chevron de argente partido de goles, um coração flamejante de cores invertidas. O escudo está pousado sobre uma cruz hastil de ouro ornada com uma esmeralda. O todo é encimado pelo chapéu prelatício de abas largas de sinople, com seus cordões em cada flanco. As borlas, em número de doze são dispostas seis por parte, em três ordens de 1, 2 e 3, tudo de sinople. Brocante a ponta da cruz um listel de jalde com a legenda, em letras de blau: “ELECTI ET SANCTI IN CHRISTO”.

SIGNIFICADO

O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. A forma de cálice evoca o Sacrifício Eucarístico, fonte da Vida.
O primeiro campo alude à Virgem Santíssima, sob cuja proteção o bispo colocou sua vida sacerdotal. De esmalte blau (azul), próprio do manto mariano que, na heráldica, tem o significado de divindade, justiça, formosura, doçura, vigilância, serenidade, constância, fortaleza, dignidade, zelo e lealdade, ostenta a Estrela de argente (prata), metal que simboliza a inocência, felicidade, pureza, castidade, lisura, verdade, franqueza e integridade. A Virgem Maria é simbolizada pela Estrela na heráldica, invocando o título de Stella Maris (Estrela do Mar), luz que nos mostra o caminho de Cristo. A estrela de sete raios também é representada nas armas da família Fonseca. O azul e o branco fazem referência, também, às armas da família Araújo.

O segundo campo representa São José, patrono universal da Igreja. O campo de jalde (ouro) simboliza nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio, todas as virtudes essenciais num bispo. A Flor-de-Lis (ou Lírio) simboliza o castíssimo esposo da Virgem, que em sinople (verde) representa esperança, honra, amizade, bons serviços prestados, civilidade, cortesia, juventude e liberdade.

A montanha é uma forte simbologia bíblica da presença de Deus, nesse aspecto, o Trimonte alude à presença de Deus na forma da Santíssima Trindade. É representado pelos esmaltes com seus significados já descritos. É também, ao mesmo tempo, uma referência a tríplice missão do bispo: Ensinar, Santificar e Governar, e evoca as virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade, pelas quais os cristãos são chamados a viver em plenitude. Outrossim, o trimonte é uma referência à Diocese de Franca – as três colinas que seu primeiro bispo ostentou em seu brasão de armas.

No centro do escudo está o Coração de Jesus, flamejante e vivo. Ele está sobre um Chevron (“V” invertido) e simboliza o sangue e a água que jorraram do Coração do Senhor na cruz e símbolos da Misericórdia de Jesus: vinho e água, sempre presentes no Sacrifício Eucarístico. O esmalte goles (vermelho) simboliza audácia, valor, galhardia, nobreza, magnanimidade, vitória, honra, intrepidez, martírio e representa o fogo da caridade inflamada no coração do bispo pelo Divino Espírito Santo, que o inspira e o conduz no pastoreio dos fiéis, bem como o valor e o socorro aos necessitados, que deve dispensar em favor daqueles que sofrem. O metal prata designa a pureza da água que brota do Coração Sagrado, e possui as propriedades heráldicas já descritas.

Unido à Cruz Hastil (processional) de uma barra, timbra o escudo o Chapéu Prelatício de sinople (verde) com doze bolas da mesma cor – os quais conferem a dignidade episcopal ao conjunto.

O Lema episcopal “ELECTI ET SANCTI IN CHRISTO” (Eleitos e Santos em Cristo) é inspirado na Carta de São Paulo aos Efésios: “Em Cristo o Senhor Deus nos elegeu, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele no amor.” (Ef 1,4). É do céu que, desde toda eternidade, partiram e é lá que se realizam, no fim dos tempos, as bênçãos espirituais, ou seja, o chamado dos eleitos à vida santa e o modo escolhido para essa santidade. Esta primeira bênção é já iniciada de maneira mística pela união dos que crêem no Cristo glorioso. O “amor” designa primeiro o amor de Deus por nós, que inspira a sua “eleição” e o seu chamado para a “santidade”, mas dele não se poderia excluir o nosso amor a Deus, que dele deriva e a ele responde, não por mero rito, mas por amor infundido. A segunda bênção é a filiação divina, cuja fonte e cujo modelo é Jesus Cristo, o Filho Único. Em suma: o projeto de Deus abrange o tempo inteiro. (cf. notas Carta aos Efésios – Bíblia de Jerusalém)

Rafael Alves de Lima
1º de janeiro de 2015