Cardeal Hummes reza pelos bispos falecidos de São Paulo

O Arcebispo Emerito aspergiu os túmulos de bispos e arcebispos cepultados na cripta da Catedral, após celebração
Publicado em: 08/11/2017 - 13:45
Créditos: Redação
Luciney Martins/O SÃO PAULO

Na sexta-feira, 3, o Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo, presidiu uma missa na intenção dos bispos e arcebispos falecidos sepultados na cripta da Catedral da Sé. A celebração aconteceu um dia após a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, na quinta-feira, 2. 

Localizada no subsolo do presbitério da Catedral, a cripta abriga os túmulos de 13 prelados da Diocese e Arquidiocese de São Paulo, dentre os quais os arcebispos Dom Duarte Leopoldo e Silva (19071938), Dom José Gaspar de d’Affonseca e Silva (1939-1943) e o Cardeal Paulo Evaristo Arns (1970-1998), falecido em 14 de dezembro de 2016. Também estão sepultados o Padre Diogo Feijó, Regente do Império; Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, patrono da aeroestação; Monsenhor Aguinaldo José Gonçalves, primeiro Cura da Catedral da Sé; Dom José Thurler, Bispo Auxiliar de São Paulo de 1966 a 1992; além do Cacique Tibiriçá, primeiro indígena batizado pelos missionários jesuítas na Vila de São Paulo de Piratininga. 

“Nós queremos celebrar a memória dos bispos e mais uma vez os encomendar a Deus para que o Senhor os tenha no seu abraço e possam ser felizes junto a Ele no seu Reino que eles aqui pregaram pelo qual aqui deram sua vida no dia a dia, que aqui viveram como pastores deste povo”, afirmou Dom Cláudio, na homilia. 

O Cardeal Hummes destacou, ainda, que a Igreja sempre incentivou as comunidades a se recordarem de seus pastores que deram a vida pelo povo. Recordando Jesus, “supremo e único pastor, que deu a vida por suas ovelhas ao se entregar na cruz”, Dom Cláudio ressaltou que os bispos são pastores por participação. “Nós participamos deste ministério que é dele e, portanto, dele aprendemos e somos encorajados a dar a vida”. 

Sobre o mistério da morte, Dom Cláudio chamou a atenção para a misericórdia infinita de Deus. “A morte é aquela porta que se abre e o Pai que nos recebe e nos abraça no seu amor e na sua misericórdia, nos transforma em eternos filhos seus junto dele”, disse. “A morte traz sofrimentos, mas Deus a transforma em bem, assim como a morte de Jesus resultou na sua ressurreição gloriosa e definitiva, em que a vida venceu definitivamente”, acrescentou.

Após a missa, o Arcebispo Emérito se dirigiu com os fiéis à cripta, onde fez uma oração junto ao túmulo dos bispos falecidos.